Otelul Galati – S.L. Benfica, (0 -1)

Fase de grupos da Champions League; 2ª Jornada; Otelul Galati – Benfica, (0 – 1).

O Benfica conquistou a primeira vitória fora, em jogos a contar para a Champions League sob o comando de Jorge Jesus.

O treinador benfiquista optou por jogar de início com o seguinte onze:

Artur; Maxi Pereira, Luisão, Garay e Emerson; Javi García, Witsel, Bruno César e Gaitán; Saviola e Cardozo.

Talvez impulsionado pela quantidade de unidades ofensivas, (5, se contarmos com Witsel), o Benfica entrou com uma postura pressionante, a querer resolver o jogo cedo.

No entanto, esta postura durou apenas 20 minutos, altura em que a equipa pareceu adormecer, entrando numa toada morna, as linhas pareciam desligadas, começando a falhar muitos passes e permitindo ao Otelul ter duas oportunidades e pensar que talvez conseguisse mais do que o empate. Mesmo Gaitán, até aí um dos melhores do Benfica, perdia-se em fintas que nada de objectivo traziam ao jogo.

O Benfica ia calmamente dominando as operações, até que à passagem do minuto 40, Luisão recupera a bola e sai com ela controlada até ao meio-campo, endossa-a para Gaitán que descobre Bruno César solto, nas costas da defesa, (fruto de uma brilhante diagonal do “Chuta-Chuta”), que domina brilhantemente com o pé esquerdo e bate com o direito para o golo. 1 – 0 para o “Glorioso” mesmo à beira do intervalo.

Resultado ao intervalo: Otelul – 0; Benfica – 1.

No recomeço da segunda parte o Benfica reentra muito agressivo sobre o portador da bola adversário, encostando o Otelul à sua área, e criando inúmeras ocasiões de perigo. Gaitán com alguns pormenores de classe e Emerson a aparecer com frequência no ataque, (tentando inclusive o remate de meia-distância), cotavam-se como as melhores unidades “encarnadas”.

Um pormenor curioso. Talvez devido ao pendor atacante do Benfica, nas saídas com a bola controlada, os centrais aparecem abertos e é Javi García quem vem receber ao centro, aparecendo Maxi e Emerson sobre a linha de meio-campo, quase como alas.

Fazendo jus à velha máxima de “quem não marca, arrisca-se a sofrer”, o Benfica por intermédio de Saviola aos 59 minutos poderia ter marcado depois de uma jogada do “El Conejo” a fazer lembrar Messi pela forma como pegou na bola e foi ultrapassando adversários até chegar perto da área da equipa romena, onde demorou a definir o lance que acabou sem levar grande perigo à baliza do Otelul. No contra-ataque o Otelul tem um remate bastante perigoso para a baliza de Artur Moraes. De resto, foi esta a grande falha do Benfica neste jogo, a falta de definição no último terço do terreno, sem ninguém para fazer o derradeiro passe.

Aos 62 minutos, a primeira substituição no Benfica, entra Nolito, sai Saviola, (curiosamente pouco depois de duas jogadas dignas de registo), com o espanhol em campo a equipa da Luz recuperou alguma da agressividade que vinha perdendo.

Bruno César, um dos jogadores em destaque, no melhor e no pior aos 64 minutos. Primeiro com um passe “à queima” para Emerson e depois, no decorrer da jogada com um remate de longe para a defesa da noite de Grahovac.

Aos 76 minutos entra Rodrigo para a saída de Gaitán, (aparentemente em dificuldades físicas). O Hispano-brasileiro mostrou, nos 14 minutos em que esteve em campo, que merece mais chamadas  à equipa. Não acusou minimamente a estreia absoluta na Champions, não temeu jogadas de 1 para 1 nem remates de meia-distância.

Aos 80 minutos a saída de Bruno César para a entrada de Rúben Amorim. (Talvez se justificasse a saída de Cardozo, mas Jesus deve ter pensado que com o paraguaio em campo a defesa romena não se atreveria a subir).

Devido à falta de objectividade do Benfica, o Otelul Galati toma conta dos últimos 10 minutos da partida e quase chega ao golo aos 89 minutos, Artur com uma grande defesa nega as intenções de Punosevac.

Final da partida: Otelul Galati – 0; S. L. Benfica – 1.

O Benfica venceu com justiça o Otelul Galati, mas numa competição como a Champions League tem que ser muito mais objectivo na hora da finalização para não passar por calafrios desnecessários.

Gaitán, pela assistência e pelos pormenores que levam as pessoas aos estádios cotou-se como o melhor em campo.

HBarreiros

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8 thoughts on “Otelul Galati – S.L. Benfica, (0 -1)

  1. Benfiquista diz:

    Categoria!

  2. Miguel Ornelas diz:

    Carrega Benfica!

  3. João Dantas Neves diz:

    E o jogo com o Paços?
    Saudações.

  4. Rui Janeiro diz:

    Gostei da forma como falas do jogo. Vais fazer análises de todos os jogos ou só dos jogos europeus?
    Saudações benfiquistas.

  5. André Lobo diz:

    Vamos ver hoje com o Portimonense… Com os miúdos na frente. Estou curioso. Força Benfica!

    • slbenfas diz:

      Olá André. Tenho estado um pouco ausente e respondo já depois do jogo. Pelos vistos o Rodrigo jogou bem e até marcou o segundo golo, depois de uma grande desmarcação. O Nélson Oliveira jogou a primeira parte e foi substituído ao intervalo, (quanto a mim fruto da paragem que teve e de não estar ainda com o ritmo de jogo pretendido), mas teve um bom remate e alguns pormenores que me fazem ter imensa fé nesta dupla.

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