Ressaca de poncha

Jesus poupou. A taça foi à vida.

No fundo, é um silogismo simples:

1 – O Benfica quer ganhar tudo.

2 – Para ganhar tudo, não pode haver poupanças.

3 – Para ganhar tudo, o Benfica não pode poupar.

Ou, pelo menos, não pode poupar 6/7 habituais titulares. Poupar Artur, Maxi, Luisão, (ainda que por lesão), Javi, Aimar, Bruno César e Cardozo, (este último sempre discutível), é mais que poupar. É encarar o Marítimo como uma equipa de divisões inferiores. É desrespeitar um adversário, (ou olhá-lo com desprimor), e isso paga-se caro. Neste caso, pagou-se com a taça.

Entristece-me ver o Benfica sair da taça aos pés de uma equipa perfeitamente acessível. Ainda que Jesus poupasse, poderia ter sido mais racional.

Vejamos:

Eduardo não me parece ter sido má escolha para rodar.

Rúben Amorim à direita já provou ser uma opção débil, ainda para mais quando o jogador já manifestou vontade de sair e parece desmoralizado.

Jardel, pelo que fez contra o Sporting, e devido à ausência de Luisão, pareceu-me uma opção lógica, (embora pessoalmente prefira Miguel Vítor).

Emerson continua a ser uma ofensa para quem gosta do “BENFAS“, continua a ser uma ofensa para Capdevila e para Luís Martins, continua a ser uma ofensa para os benfiquistas. Emerson não é melhor que Shaffer, (que nem é titular do U. Leiria).

Matic não é Javi Garcia. É mais lento e ainda não tem o sentido posicional do espanhol. Mas não foi por aqui que saímos da prova rainha do futebol português.

Nolito anda longe daquilo a que nos habituou no inicio da época, Bruno César neste momento está muito mais confiante que o ex-Barcelona, mais activo e participativo no jogo atacante do clube da Luz, mas não foi por aí que o Benfica saiu da taça.

Saviola. Savi… quê? Irreconhecível. Triste. O Argentino não anda cá. Não sei se anda no Qatar, em Espanha ou na Inglaterra, mas a verdade é que nos últimos jogos que vi do “El Conejo” só desejei que ele já estivesse num desses destinos.

Os destaques pela positiva foram Aimar e Nelson Oliveira, embora tenham entrado tarde demais na partida mostraram garra e vontade de querer mudar o rumo dos acontecimentos. Aimar dando uma nova vida ao meio-campo, imprimindo velocidade e precisão nos passes, e Nelson Oliveira com alguns remates perigosos e tentativas de furar a defesa Marítimista.

Não foi suficiente. Não chegou… Ou chegaram tarde demais.

É caso para recorrer aos silogismos novamente e dizer:

1 – Errar é humano.

2 – Jesus errou.

3 – Jesus é humano.

O problema é que errar na Taça de Portugal é dizer-lhe “adeus”.

HBarreiros

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: