ANO VELHO, ANO NOVO – A MODA DO 4

S.L. BENFICA – Rio Ave; (5-1) – Liga Zon Sagres

O Benfica despediu-se do velho ano de 2011 com uma expressiva vitória sobre o Rio Ave por 5-1.

Este jogo não serviu “apenas” para “ensacar” mais 3 pontos neste campeonato. Parece ter também servido para despertar a garra adormecida há 1 ano, (lembram-se quando o Benfica ganhava por muitos fim-de-semana sim, fim-de-semana sim?), a vontade de ganhar, sim, mas por muitos, não dando hipótese aos adversários de respirar sequer.

Ainda assim, o Rio Ave marcou primeiro, (num golo de trivela de Atsu onde Jardel e Emerson não ficaram isentos de culpa por demorarem uma eternidade a sair ao encontro do jovem ganês), e o Benfica demorou 30 minutos a reagir. Na “cueca” de Saviola estava a chave para o “despertador encarnado”.

Aos 33, Cardozo inaugura o marcador e ressuscita o espírito demolidor desta equipa.

Grande exibição encarnada, com destaques para:

Saviola, após a renovação de contrato, (será que era isso que faltava?), parece um jogador novo… Ou velho, o “velho” Saviola dos lances de génio, das arrancadas em velocidade. A forma como combinou com Aimar para o 3º golo fez lembrar aquelas jogadas de futebol de rua entre dois meninos que dão os primeiros toques na bola com balizas feitas pelas mochilas da escola.

Aimar, são pormenores como o que teve a dar a assistência para o golo de Saviola que fazem com que se pague bilhete para ver jogos de futebol. Os golos são o sumo do jogo, mas são jogadores como o argentino que que merecem que o estádio se encha para os ver.

Nolito, parece trapalhão, por vezes, mas o espanhol é desconcertante, e dentro da área chega a ser mortífero. Mais dois golos e uma exibição pautada pela velocídade e garra que empresta a cada lance.

Garay, não se dá por ele, mas está sempre no sítio certo a cortar a bola. Neste jogo até saiu a jogar e teve tempo para saltar mais alto que os centrais do Rio Ave e fazer o seu 1º golo de águia ao peito.

O S.L. Benfica jogou com o seguinte “11”:

Artur; Maxi Pereira, Jardel, Garay e Emerson; Javi Garcia, Witsel e Aimar; Nolito, Saviola e Cardozo.

Jogaram ainda: Gaitán, N. Oliveira e Rodrigo.

Golos: Cardozo, Nolito (2), Saviola e Garay.

“PRIMEIRO 4”

Vitória S.C. Guimarães – S.L. BENFICA; (1-4) – Bwin Cup

Primeiro jogo do ano 2012. Depois de uma longa, (habitual), paragem de Natal, o Benfica voltou a jogar, a vencer e a golear. Desta feita foi o V. Guimarães para a Taça da Liga.

Embalados pelo último jogo de 2011, os encarnados jogaram, mais uma vez, para vencer e convencer.

No regresso do “patrão” da defesa, (Luisão), houve vários aspectos curiosos a destacar neste jogo. Uma boa entrada do S.L. Benfica a culminar com o golo de Witsel.

Após o golo, os encarnados adormeceram um pouco e aos 47 minutos o V. Guimarães empatou a partida.

Jesus mexeu na equipa e as entradas de Cardozo, B. César e Rodrigo não poderiam ter sido mais acertadas.

Voltou a garra e o futebol bonito. Voltaram os golos.

Cardozo fez um “bis” e Rodrigo fechou a contagem, pelo meio B. César “expulsou” P. Mendes e o Guimarães nunca mais foi o mesmo.

Destaques para:

B. César, a sua entrada em campo foi preponderante para a melhoria substancial do futebol praticado pela equipa “encarnada”. Solta a bola com inteligência, têm uma grande visão de jogo e quando assume o jogo com as suas arrancadas faz lembrar Isaías, (quem não se lembra dele?)… e ainda só tem 23 anos.

Cardozo, entrou como há muito não se via. Com “ganas” de marcar, de jogar, (Terá sido pelo melhoramento do contrato?), e quando assim é, o “Tacuara” é muito díficil de travar. 2 golos, (o primeiro é uma obra de arte), e a prova de que quando quer é um ponta-de-lança fora de série.

O Benfica alinhou com:

Eduardo; Maxi Pereira, Luisão, Garay e Emerson; Javi Garcia, Witsel e Aimar; Nolito, Saviola e N. Oliveira.

Jogaram ainda: B. César, Cardozo e Rodrigo.

Golos: Witsel, Cardozo (2) e Rodrigo.

“SEGUNDO 4”

U. Leiria – S.L. BENFICA; (0-4) – Liga Zon Sagres

Mais um jogo de encantar.

Longe vão os tempos de um futebol deprimente de 1-0 e de sofrer até ao fim. Pode ser que até ao fim da época voltemos a ganhar jogos pela margem minima, mas o facto é que parece finalmente que os bons tempos estão de volta.

Sousa Tavares, (uma espécie de escritor/comentador desportivo/ jornalista/ viajante/ sábio), escreveu na sua crónica habitual que o Benfica é perito em contratar jogadores na semana em que os vai defrontar, (referindo-se, neste caso, a Djaniny), esqueceu-se, porque acontece, até a Sousa Tavares, (esse mago da bola – entre outros mil assuntos), que o próprio Djaniny teria mesmo inaugurado o marcador aos 6 minutos, não fosse Maxi Pereira a tirar a bola em cima do risco…

Mas a acontecer, esse golo não passaria de um mero acidente. O Benfica foi superior em tudo. Até M. Cajuda reconheceu isso mesmo no final do jogo.

Jogadas bonitas, um futebol de esquadria fazendo a bola circular num carrossel a uma velocidade vertiginosa, diria até,  indigesta para os adversários.

Destaques para:

B. César, está um jogador mais “europeu” na forma como aborda os lances, mas não perdeu o “samba” na hora de abrilhantar o seu jogo. O toque magistral para desmarcar Maxi no lance do 4º golo desmanchou por completo a, (já frágil) defensiva leiriense. (O corredor direito foi demolidor durante os 90 minutos). De longe, o melhor em campo.

Cardozo, mais um grande golo deste “novo” Cardozo. Menos molengão, mais batalhador, mais “à Benfica”. Continua com um ar desajeitado, mas o seu sentido de baliza é inegavelmente o melhor que temos por cá.

Rodrigo, que jogador! Rápido, forte fisicamente e com uma técnica apurada, Rodrigo será certamente um dos melhores avançados do mundo dentro de 3/4 anos. Parte para cima dos adversários como se tratasse de um veterano e na hora do remate demonstra uma frieza notável. No seu 1º golo em Leiria, a forma como coloca a bola parece ser quase de desprezo, comparar o seu tipo de finalização com o de Romário pode ser precoce, mas o tempo dirá se esta análise é ou não correcta.

Equipa do Benfica:

Artur; Maxi Pereira, Luisão, Garay e Emerson; Javi Garcia, B. César e Witsel; Nolito, Rodrigo e Cardozo.

Jogaram ainda: Saviola, R. Mora e Matic

Golos: B. César, Cardozo e Rodrigo (2)

“TERCEIRO 4”

S.L. BENFICA – Vitória F. C. Setúbal; (4-1) – Liga Zon Sagres

Como não há duas sem três, novo jogo de gala do Benfica, nova goleada por 4.

Até nem começou da melhor maneira a equipa “encarnada”, Jardel com uma “tremideira” incompreensível chegou a pôr em casusa por um par de  vezes a segurança da baliza à guarda de Artur. A equipa ía falhando muitos passes e não conseguia criar perigo junto da baliza sadina. Quando o Vitória marcou, muitos foram os que pensaram em fantasmas antigos que rondavam a Luz sempre que a equipa precisava ganhar para conservar a vantagem na frente do campeonato.

Mas o golo foi o tónico para a equipa despertar e a reacção foi imediata.

Não foi, portanto de estranhar que o golo aparecesse. Tremendo passe de Witsel para uma brilhante finalização de Nolito.

A partir daí o jogo passou apenas a ter um sentido, e tal como acontecera com o Rio Ave, o Benfica passeou classe pelo relvado da Luz.

Destaques para:

Matic, não é fácil substituir Javi Garcia, mas a verdade é que ninguém se lembrou do espanhol e esse é o melhor elogio que se pode fazer ao sérvio. Estreou-se a marcar em jogos oficiais pelo Benfica.

Witsel, uma assistência do outro mundo para Nolito, muitas recuperações de bola e muito jogo nos pés. Witsel parece ser um jogador moderno e poderá ser o futuro dono da camisola 10 encarnada. Um 10 moderno que  faz jogar, mas que tem também preocupações defensivas.

Nolito, um golo pleno de inteligência, (a forma como se desmarca é soberba), e muita distabilização na defesa sadina. Quando a equipa percebeu que estava ali a chave do jogo insistiu, e Nolito não se fez rogado, assumiu as principais iniciativas atacantes e mostrou a J. Jesus que pode contar com ele.

Cardozo, mais 2 na sua conta pessoal, (já leva 11). Está de pé quente o paraguaio e neste jogo mostrou claramente que quer ganhar o troféu do rei dos marcadores.

Rodrigo, é um quebra-cabeças para os adversários. Ora à esquerda, ora à direita, ora ao centro, nunca pára, o que faz criar desiquilibrios nas defensivas contrárias e abre espaços para Cardozo marcar.

O Benfica alinhou com: Artur; Maxi Pereira, Luisão, Jardel e Emerson; Matic, Witsel e B. César; Nolito, Rodrigo e Cardozo.

Jogaram ainda: Gaitán, Saviola e L. Martins.

Golos: Nolito, Cardozo (2) e Matic.

HBarreiros

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