BENFICA 3 – BRAGA 1, PORTO 0… E GIL VICENTE TAMBÉM

Eis esgotadas as primeiras emoções futebolísticas envolvendo Benfica e Porto, e as conclusões iniciais são as seguintes:

O Benfica precisou de marcar três golos para empatar a dois com o Braga. É verdade que foi um jogo que em muito fez lembrar alguns serões de crochet na província, com domínio repartido e grande insipidez de parte a parte. As grandes novidades foram a espécie de 4-4-2 indefinido a atirar para 4-5-1 apresentado por Jorge Jesus e a arbitragem quase imaculada (o que é inesperado) de Soares Dias – tanto que a pintura foi borrada pelo árbitro assistente, e não pelo chefe de equipa, aquando da expulsão errada de Douglão na grande penalidade certa assinalada contra o Braga. Já o efeito Fischer era perfeitamente esperado em relação a Luisão, e a cabeça do “Girafa” mais parecia na Lua que na Luz.

Em Barcelos, onde escrevo estas linhas, afirmaram logo os adeptos mais ferrenhos do F.C. Porto (!) que o Braga foi roubado, como é costume quando joga contra o Benfica. Parece-me contudo, que um Braga com onze em campo não estacionaria o Boeing 747 em frente à baliza depois do empate e abriria outros espaços para o talento do recém-entrado Aimar, porque de Enzo Perez sabe-se apenas que entrou na mesma altura.

Foi também em Barcelos que assisti esta tarde ao duelo entre F.C. Porto. Os azuis e brancos levavam encomendada a vingança da “roubalheira” da época passada, mas saiu-lhes um árbitro da A.F. Lisboa que tem o estranho hábito de prejudicar com frequência os dois “grandes” da capital. Ora, como o Gil não é “grande” nem da 2ª Circular…

Ainda assim, num jogo que parecia de casados contra quase viúvos, típico de início de temporada, assistiu-se a uma série de duelos interessantes: o de Hulk com Adriano, com superioridade do guardião gilista; o de Lucho com as bancadas superiores do estádio, com larga vantagem para estas; o do cotovelo do médio portista Fernando com o queixo do gilista Luís Carlos (adivinhem quem ganhou…). O F.C. Porto não deixou de ser mais competente, mas ineficaz, enquanto o Gil reclamou mão de Otamendi na área portista e colocou ocasionalmente a defesa azul e branca em sentido.

À margem deste frenesim de emoções, o outro candidato ao título (que há anos parece apenas candidato a candidato) deslocou-se a Guimarães, onde defrontou o Vitória local, dispôs de algumas oportunidades, estreou Zakaria Labyad sem que deste se visse a anunciada magia, e revelou força de vontade – contrariada, no entanto, por alguma falta de vontade de fazer força.

Mas diz o povo que até ao lavar dos cestos é vindima e que o cântaro vai à fonte vezes suficientes para se partir. Pois bem, os cestos acabaram de ser postos à cabeça e ainda vamos ter vinte e nove oportunidades de os ver feitos em cacos.

Paulo A. Moreira

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One thought on “BENFICA 3 – BRAGA 1, PORTO 0… E GIL VICENTE TAMBÉM

  1. jotas diz:

    Como sabes, sempre fui e continuarei a ser, até certo ponto, um defensor de uma política de continuidade, é minha convicção, que só assim se adquir um rumo e estabilidade, daí, a minha defesa ao longo da época passada na continuidade do treinador, mas esse facto, não me impede de achar que Jorge Jesus, no Sábado, foi o principal culpado do desaire desta 1ª jornada, não por causa de Melgarejo, apesar de este ter ficado intimamente ligado aos golos adversários, mas porque houve decisões que hoje me custam perceber e que sinceramente gostava que alguém me pudesse explicar.
    Como de treinador nada tenho, falo apenas e só como adepto e como tal eis o meu entendimento e repito, alguém que me explique o que não consigo perceber:
    O Benfica faz uma pré temporada a insistir num modelo de jogo que contemplava apenas um ponta de lança, numa espécie de 4-3-3 e depois apresenta-se no primeiro jogo oficial em 4-4-2, mas mais incompreensível ainda é ter visto Carlos Martins a fazer uma pré temporada soberba e depois não só não entra no 11, como vê entrar em campo Aimar que nem pré época fez devido a lesão, sinceramente, por mais que tente, não encontro uma explicação razoável para isto.
    Seja como for, o que o Benfica preisa agora é de estabilidade, assentar ideias e claramente melhorar, a jornada acabou por não ser assim tão negativa.
    O facto de ter sido Jorge Jesus quem me devolveu a ilusão e o prazer de voltar a ver jogar o Benfica, isso não me impede, nem pode impedir, de ver quando o erro crasso existe e na minha opinião, neste jogo ele foi o primeiro responsável pelo desaire, como certamente noutro foi o primeiro obreiro da vitória.

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