Reflexões do Moreira (que não é cónego)

GL

Godinho Lopes, presidente eleito (e, pasme-se,  ainda em funções) do Sporting, afirmou em televisiva entrevista recente ser um osso duro de roer. Isso entre várias declarações de intenção deixadas a meio naquele jeito de galito pimpão que caracteriza, também, António Fiúsa, o inefável presidente do Gil Vicente. Decerto já terão reparado que ambos gostam de “pendurar” uma frase na esperança que os seus interlocutores a completem de uma forma que lhes dê soberana razão. Ora isto remete-nos para uma situação que alguns considerariam impensável aqui há uns tempos: as semelhanças entre Gil Vicente e Sporting, e vice-versa.

Godinho e Fiuza

Mudamos de parágrafo para explicar. Ambos os clubes têm presidentes que usam óculos a emoldurar o olhar subalterno de um deserto capilar com início no alto da testa. Que têm bocas de formato no mínimo invulgar, que costumam usar para, modo geral, dizer disparates. Mas, mais interessante ainda, ambos são clubes de fundo de tabela – este, um fenómeno mais recente no Sporting. Por outro lado, podem os gilistas alegar que o seu clube tem mais “guita” que o Sporting – este, por certo, um fenómeno mais recente no Gil Vicente.

Mas a que propósito me perco eu nestes devaneios? Porque, depois de o Moreirense quase ter aviado o Sporting pela segunda vez na mesma época, e depois de um fim-de-semana de Taça em que os verde-e-brancos já não são tidos nem achados, mais logo tem a vez um “derby” da 2ª Circular em Alvalade! E pretende-se que diz a tradição – que muitos afirmam que já não é o que era – que o que se encontra pior dos dois clubes costuma ganhar. E isso preocupa-me. Porque, a confirmar-se, o SLBenfas vai apanhar uma abada de proporções épicas. Ainda se o treinador dos “gatinhos” fosse o Prof. Carlos Queiroz (descobri há dias que há um complexo desportivo com o seu nome… em Carnaxide). Mas é um belga mal-encarado e de fala dura. E isso suscita temores.

E voltamos à questão fulcral: Godinho Lopes é um osso duro de roer. Confesso que já vi leões mal vestidos de carnes (sempre na televisão), mas não sei de ninguém que se tenha lembrado de lá ir dar uma dentadinha para afiançar se o osso era duro ou não. Só que o presidente leonino é parco em juba e parece-me um tudo-nada anafado. Talvez não seja por aí. No entanto, é possível que ser refira às atribulações de tesouraria que preocupam o seu clube, logo, também os respectivos funcionários – até porque os resultados recentes (um ano é recente, não é?) do onze de futebol sénior não ajudam. E aí sim, vislumbra-se perigo numa afirmação deste género. Porque, deste modo, sendo o tempo de vacas magras, o presidente seria a cabeça de um ruminante esquelético que, por orgulho, poderia obrigar todo o restante corpo do bicho (leia-se clube e respectiva equipa de futebol sénior) a encher-se de brios como há para aí um ano não se vê e obrigar a águia a comer um bife da testa.

Recomendam-se, pois, cautelas e caldos de galinha (!). Até porque já andam em visitas e um museu onde se pretende que a rapaziada revisite a glória de outrora e procure fazer algo, ao menos, vagamente parecido. Valha-nos que de esforço, devoção e dedicação, para os ditos rapazes, parecem continuar a ser, apenas, palavras no dicionário…

Nota: Paulo A. Moreira opta, sempre, por escrever os seus textos em Português.

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