Cardozo, o queixinhas.

Era uma vez um menino chamado Óscar.

morron

Este menino embora não jogasse um cú à bola e não gostasse de correr, marcava muitos golos, e de tantos golos marcar começou a ficar vaidoso.

Às tantas até tinha canções dedicadas a ele a serem entoadas por um estádio inteiro (mesmo quando não jogava).

Como pensou que era imprescindível começou a ficar chateado e a criar mau ambiente no balneário de cada vez que o treinador o substituía… Até que um dia foi substituido a meio de um jogo e a equipa perdeu.

O Óscar ficou tão chateado que em frente de toda a gente quis responsbilizar o treinador e alguns colegas por não terem ganho.

Cardozo e Jesus

Como o clube em que Óscar jogava é um pouco maior que Óscar, ele foi posto à parte.

cardozo

Após ter sido posto à parte por ter posto uma grande instituição em causa, Óscar fez uma birra e foi para os jornais fazer queixinhas… E, desta forma, exercer alguma pressão sobre o clube para o deixar sair a preço de saldo…

cardozo jornais 1

cardozo jornais 2

cardozo jornais 4

cardozo jornais 5

FIM

Esta é a história de Cardozo.

Um jogador que fez muitos golos pelo SLBENFAS, sim é verdade, mas e o resto?

Por vezes também não gosto das opções do Jesus, (ultimamente muitas vezes), mas a verdade é que por ordem de quem gere (BEM), o clube é ele quem manda no futebol do Benfica, e ao enfrentar Jesus como o fez na final da taça, Cardozo pôs em causa não só Jesus, mas o presidente, a direcção e o próprio Sport Lisboa e Benfica, que quanto a mim, tem que dar o exemplo com o castigo de Cardozo… para que não haja a tentação de aparecerem mais “Cardozos”.

cardozo23

Cardozo adquiriu um grande peso no Benfica nos últimos anos, mas esse peso não é nada comparado com a grandeza deste clube.

Quando ouvi cantar o nome de Cardozo no jogo da Eusébio Cup, pensei no jogo da Taça. Pensei no que aquele acto de um jogador representa para o clube. Pensei que esse acto me causou repulsa. A mesma que sinto quando os gajos do Porto cantam “filhos da puta SLB”. Foi isso que senti no acto do Cardozo.

oscar

E se em vez do Cardozo tivesse sido o André Almeida, ou o Urreta? Quantos cantariam o nome deles? E se a equipa tivesse concretizado todas as oportunidades que teve na primeira parte contra o S. Paulo?

Cardozo não pode ser desculpado. Nem pode ser elevado à condição de mártir. Cardozo é um traidor. E um traidor não merece perdão.

Um pouco da História do glorioso SPORT LISBOA E BENFICA:

Ainda hoje, alguns especialista e praticantes mais antigos do culto da  águia convergem no julgamento segundo o qual Félix terá sido o melhor  defesa-central de sempre do Benfica. Mesmo que à baila venham os nomes  de Germano, Humberto Coelho, Mozer, Gamarra, David Luiz ou Ricardo Gomes.
Operava de  forma imperial, preciso na colocação e (ab)usando de dois pés que faziam maravilhas, tanto que a sua alcunha era o Pantufas. A juntar a isto, era insuperável no jogo aéreo, ou seja, era o defesa ideal. Actuou no  Benfica, ao longo de dez temporadas.
Na época de 49/50, Félix deu inestimável contributo  para a conquista da Taça Latina, primeiro grande feito internacional do  palmarés benfiquista. A mestria que revelava propiciou mesmo que se  chegasse a falar do Sport Lisboa e Félix. O seu nome começou a circular  pela Europa, numa altura em que o futebol não tinha, nem pouco mais ou  menos, a projecção mediática dos nossos tempos.
As quatro finais  consecutivas da Taça de Portugal (48/49, 50/51, 51/52 e 52/53, já que em  49/50 não se disputou) constituíram um marco até hoje inigualável no  reportório vermelho, até porque se saldaram em outras tantas vitórias.
Chegou  à Selecção Nacional em Março de 1949, despedindo-se em Viena, em 1953, frente à Áustria, numa trágica derrota (9-1). Foi acusado de mau comportamento  no estágio de preparação para o jogo.
A Federação multou-o e o  Benfica também, multiplicando a parada, que num conto de réis se fixou.
Félix não reagiu bem às punições, sobretudo ficou indignado com a repreensão monetária do Benfica, (da  responsabilidade do presidente Joaquim Bogalho).
Três semanas volvidas,  foi jogar a Setúbal, a 18 de Outubro de 1953. No Campo dos Arcos, o  Benfica perdeu 5-3. Ainda hoje se diz que os golos  sadinos resultaram de erros propositados do defesa-central. Na cabina, terminado o encontro,  Félix despiu a camisola, atirou-a de forma ostensiva para o chão e  pisou-a num acesso de mau génio. O presidente do clube, estupefacto,  presenciou a cena. A decisão, essa, não tardou. Para Félix era a  inapelável despedida do Benfica.
Foi assim que um grande jogador,  com apenas 30 anos, serviu de exemplo aos vindouros. Era assim a  disciplina no Benfica. A transigência estava interdita a quem  desrespeitasse o símbolo e a divisa do clube. Mesmo que fosse um gesto  intempestivo. Mesmo que interpretado por um atleta insubstituível. Um  atleta sagrado que não respeitou valores mais sagrados ainda. Um atleta  da singular craveira de Félix.
E agora Cardozo?
HBBARREIROS
Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: