Category Archives: Quem sabe, sabe!

Obrigadinho Scolari!

O seleccionador brasileiro Luiz Felipe Scolari, disse que “comprava já uma final com Portugal na final do campeonato do mundo.”

Portugal Soccer Scolari

Pois pudera!

Depois do jogo de ontem onde o Brasil deu uma escovada a Portugal…

Se o Scolari dissesse que queria uma final com Espanha ou com a Alemanha é que eu achava estranho.

Para mim era como Paulo Bento dizer que comprava uma final com a Costa Rica…

HBBARREIROS

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Estamos contigo Rui Gomes da Silva!

Na sua página do facebook, Rui Gomes da Silva escreveu o seguinte texto:

rui-gomes da silva

OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE!
VAMOS A ISTO, BENFICA?
1.
Sou – como sabe quem me conhece – um conciliador e um pacificador, mas não gosto que julguem que esses princípios se confundem – no meu carácter – com indiferença e abdicação.
2.
Não sou dos que prefiro … “a paz mais injusta à mais justa das guerras”, especialmente quando os nossos inimigos – não confundir com adversários, porque esses jogam connosco e contra nós com as mesmas regras, sem batota, sem corromper quem decide ou sem recorrer a “suplementos vitamínicos” que deturpam a verdade desportiva – nos provocam, em cada declaração, em cada afirmação, em cada entrevista, em cada “graçola”…
3.
Temos de nos convencer e convencer os que não fazem parte do grupo da batota – felizmente a maioria – que o deixar andar, que qualquer tentativa de conciliação com corruptos, que a busca de “pontes de entendimento” com quem não cumpre as regras é … incompreensível, inadmissível e inaceitável!
4.
Não alinho nem subscrevo a tese do ignorar pacificamente a violência verbal, ética e moral (pelo menos) de que somos alvo, do fazer de conta que nada se passa quando nos provocam de forma gratuita, quando nos tentam subjugar, de tudo ser permitido aos outros, quando – a nós – tudo nos é criticado…
5.
Deixei, também, de acreditar em arrependidos que se zangam com os anteriores “donos” … para nos enganarem mais facilmente.
6.
No Benfica, sempre disse o que queria – como no caso da defesa, durante anos, da solução da exploração dos direitos televisivos pela Benfica TV – porque nunca encontrei, no clube, um espaço que não fosse de liberdade e de defesa das ideias de cada um, no respeito pelos superiores interesse do Benfica, e não deste ou daquele dirigente!
7.
Teremos, então, de interiorizar que o medo e qualquer tentativa de conciliação em inferioridade (como sinónimo de submissão) apenas nos enfraquecerá, como teremos de nos convencer que os outros só entendem uma linguagem: a do “olho por olho, dente por dente”.
8.
Que isto não seja entendido como defesa ou apologia de uma conflitualidade gratuita, mas apenas a afirmação de quem entende que chegou a hora de percebermos que a nossa grandeza – que não deve ser confundida com sobranceria – tem de ser o ponto de partida para não permitirmos que a nossa universalidade possa ser ultrapassada pela parolice bacoca de quem usa e abusa de uma esperteza saloia básica, que a nossa nobreza de carácter e o respeito pelas regras possa ser atropelado pelos que querem ganhar a todo o custo, mesmo que apenas o possam conseguir corrompendo quem … decide, seja o que for e onde for!
9.
Se acreditamos na afirmação de que “se queres a paz, prepara-te para a guerra”, então a cada ataque teremos que responder de forma a que percebam que estamos dispostos a tudo fazer para continuarmos a ser os melhores e os maiores, … por estarmos determinados a impedir que os batoteiros continuem a ganhar com a violação das regras e com o favorecimento dos que deviam ser os principais guardiões da verdade desportiva!
10.
Conflitualidade? Não!
Guerra? Nunca!
Apenas determinação na defesa do que, sendo de todos – a verdade e a honestidade – alguns teimam em pôr de lado, porque só assim conseguem ganhar.
11.
Todos do mesmo lado…. mesmo que pensemos de formas diferentes!
Rui Gomes da Silva
Não podia estar mais de acordo com Rui Gomes da Silva. Defendo estes mesmos princípios há anos.
Discute-se nos “programas da bola” para quem era esta ou aquela declaração. Mais importante que isso é perceber que a mensagem é para dentro e não para os cabrões do Porto como querem fazer passar, pegando já nestas declarações para agarrar em armas e vir por aí a baixo a roubar todas as estações de serviço e partir uma data de cadeiras na Luz…
Esses filhos da puta não precisam de declarações de guerra porque em guerra vivem eles 365 dias do ano apenas a pensar num alvo, o Benfica.
Precisamos mudar mentalidades dentro do clube. Entre adeptos e mesmo na equipa e direcção.
Mudemos!
Grande Rui Gomes da Silva! Vamos a isto!
HBBARREIROS

Cortez, o infeliz

Stefan Schwartz relembrou os tempos de jogador de futebol, e ao seu jeito, fez uma entrada a pés juntos por trás ao Cortez, depois levantou-se sacudiu a poeira dos calções e seguiu o seu caminho…

schwartz

Disse o ex-defesa esquerdo Benfiquista que “Cortez fez três jogos consecutivos. Não sei o que aconteceu nem o que pensa o treinador do Benfica. O jogador deve estar um pouco abalado. Qualquer jogador que representa o Benfica tem a ambição de disputar a Liga dos Campeões. Quem não foi inscrito, como Cortez, não voltará a ser feliz no clube.

cortez infeliz

Schwartz falou ainda de Cardozo dizendo que “Cardozo é um grande reforço. É um jogador que faz a diferença. Era muito difícil encontrar um jogador como ele, seria preciso gastar muito dinheiro.

Considero que Cortez é um jogador fraquinho do ponto de vista defensivo. Mas é um jogador do Benfica, e como tal deve ser apoiado. Precisamos de 2 jogadores para cada posição e Cortez é a segunda opção para a lateral-esquerda numa óptica de gestão de plantel.

HBBARREIROS

Para quem não acredita em corrupção…

Encontrei este post no blog Benfiliado ( http://benfiliado.blogspot.pt ), que nos dá conta de que afinal a corrupção existe, sempre existiu e continuará a existir caso não se tomem medidas drásticas que passem pela despromoção dos clubes corruptos (mais ou menos o que aconteceu em Itália).

Diz o seguinte post:

 

 

Recebemos um email de um árbitro da associação de Viana do Castelo que, sendo simpatizante do nosso clube, mas essencialmente uma pessoa séria, nos relata, revoltado, um episódio aviltante:

Olá amigo,
Começo-me a apresentar como um árbitro da associação de futebol de Viana do Castelo e simpatizante do Benfica. Por isso, não quero que o que se passou recentemente fique em claro, como muitas outras situações já passaram. Como o nome da cidade já te deve inspirar alguma coisa (em termos de futebol e de arbitragem) esta é a cidade do famoso José Carlos Amorim Calheiros (mais conhecido na TAP por José Amorim) árbitro durante os saudosos anos 90. 
Mas para te dizer o que se passou, aquilo que não deves saber é que actualmente ele é VICE-PRESIDENTE da Associação de Futebol de Viana do Castelo desde 1997 (ano em que deixou a arbitragem), instituição de utilidade pública, e segundo ele, com as funções de servir de ‘ponte’ entre o conselho de arbitragem da dita associação e o seu presidente. Sim, já sei o que estás a pensar: se o Martins dos Santos sem cargos deste género por si só já fez o que fez recentemente (corrupto uma vez, corrupto para sempre), agora imaginemos o que o nosso estimado José Amorim faz ao abrigo daquelas funções.
Ora, recentemente o presidente do conselho de arbitragem desta associação, de seu nome José Costa Valente (apelido que também inspira muita coisa), tio de Pedro Valente, árbitro da FPF que chegou a ser acusado de 2 crimes de corrupção no processo “Apito Dourado”, convocou um plenário, uma espécie de reunião, com os seus árbitros dos quais eu faço parte, para entre outras coisas, limpar a sua imagem de situações recentes (compadrios, classificações de árbitros suspeitas, e outras situações pouco transparentes) e levou consigo o seu aliado nº1, o que na prática é o que o mantém no cargo, e quem é ele? CARLOS CALHEIROS! Este falou aproximadamente 2,5 horas e aquele falou 2 horas (!). Entre muitas coisas, entre as coisas banalidades, o Sr. José Amorim (como aparecia na factura) teve o descaramento de falar na sua prodigiosa carreira (provocou um sorriso em todos os presentes), mas excedeu-se. E porquê? Porque, num tom de indiferença e quase gozo, confessou a seu clubismo, a sua tendência para o FC PORTO, lamentando-se dos jogos em que com ele o dito clube não conseguiu ganhar. Perante isto, houve um árbitro das filas da frente que disse algo, num tom digamos meio a sério meio a brincar, que provocou o seguinte diálogo entre eles:
– Então que inventasse um penalti!
– EU INVENTAR, INVENTAVA mas a bola às vezes não entrava! (Calheiros) 

Pois, para bom entendedor meia palavra basta e caso para dizer também que pela boca morre o peixe e relembre-se que às vezes a bola entrava mesmo (o 3-3 nas antas, por exemplo) É que se em 1995 o Ministério Público arquivou o caso das ‘viagens’ porque alegadamente não conseguiu provar que o pagamento por parte do Porto teve como contrapartida favores ilícitos, a verdade chegou tarde, mas chegou, foi dita publicamente por Calheiros que admitiu que beneficiava o Porto deliberadamente para ter no final da época esse prémio generoso (uma viagem para si e para a sua família no valor de 760 contos). Para que fique claro, tais palavras foram proferidas no passado dia 12 de Agosto de 2013, entre as 20h30 e as 23h por José Carlos Amorim Calheiros no auditório da sede do Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo para uma plateia de aproximadamente 30 árbitros, após aquele ter chegado, diga-se ainda, num majestoso JAGUAR que é seu, mesmo sendo funcionário público (trabalha no hospital público de Viana do Castelo).

 

 

Como é possível que tudo se passe à descarada e que não haja pejo de dizer este tipo de coisas?

carlos calheiros

Como é possível que o Benfica, sendo sistematicamente prejudicado não tome uma posição relativamente a casos como este?

Se continuarmos calados, continuaremos a ser roubados… E os “Calheiros” continuarão a ir de férias para o Brasil sem que se prove que seja como forma de pagamento de “serviços”.

HBBARREIROS

Alguns posts que não são meus…

Entre ontem e hoje vi alguns posts que mereceram a minha atenção e, como tal, aqui ficam destacados:

http://ontemvi-tenoestadiodaluz.blogspot.pt/2013/08/o-caminho-faz-se-caminhando_21.html

Quarta-feira, 21 de Agosto de 2013

O caminho faz-se caminhando

A campa estava aberta, a terra remexida e as pegadas, de pé descalço, bem marcadas no solo. Havia sinais de luta, como se o corpo se quisesse libertar do fundo da terra. Chovia em Lisboa. O caminho que ligava o cemitério dos Prazeres, por estes dias de verão deserto, até nossa casa era longo e tortuoso, mas o caminho faz-se caminhando. O defunto não reconhecia coisa nenhuma. A paisagem que muitos anos antes era campo, hoje estava rasgada por edifícios altos de onde os homens podiam tocar o céu. Os automóveis eram diferentes e mesmo as pessoas não pareciam as mesmas, falando para estranhos objectos pequenos que levavam à orelha. No meio de toda esta selva, um único pensamento atravessava a mente deste homem que vagabundeava pela rua: chegar ao Campo Grande. Mas a idade era avançada e a paisagem estava tão diferente que, ou isso ou o instinto, o destino, ou o que queiramos chamar, acabou por guiá-lo ao bairro de Benfica. Mal chegou, aqueles gigantes arcos triunfais, onde corria o sangue da raça e da glória, tal como Fialho Gouveia os imortalizara aquando da inauguração, prenderam-lhe a atenção. Qual Campo Grande, ele sentiu que pertencia ali. Era vermelho, era em Benfica e sentia-se em casa. Seria o trajecto natural, depois das Amoreiras e do Campo Grande, regressar ao bairro que lhe dera o nome.
Andou, caminhou, percorreu quilómetros e ali estava, na Luz. Entrou e contemplou o estádio: enorme, gigante de betão com arcos vermelhos triunfais, mas escondido por trás de pavilhões e de lojas de electrodomésticos. Tudo era estranho à sua volta. Passou a ponte do Alto dos Moinhos, olhou para a direita e viu um pequeno campo onde umas crianças jogavam à bola. Sentou-se perto de um jovem. O contraste entre ambos era por demais evidente. O respeitoso bigode na face pálida do senhor com o pijama às riscas contrapunha-se à face rosada, ainda com algumas borbulhas, do jovem de t-shirt encarnada. A medo, o sexagenário iniciou a conversa:
– Então… o Benfica de hoje é isto.
– Isto? Como assim? – retorquiu o jovem.
– Isto…
– [silêncio]
– O que se passou nos últimos anos com o nosso Benfica?
– Quantos anos?
– Pois, não sei… em que ano estamos?
– 2013 – respondeu o rapaz a medo. – Não sabe em que ano estamos?
– Não me lembrava, digamos que a memória nunca foi o meu forte. Mas então, o que se passou nos últimos 65 anos?
– 65? Bom… muita coisa – começou por responder o rapaz, atrapalhado. – Eu só tenho 19 anos, só me lembro de ver o Benfica nos últimos 11 anos, mas sei a História do clube de trás para a frente.
– Óptimo.
– Nos anos 50 começámos por destronar o domínio do Sporting, vencemos a Taça Latina e inaugurámos o velhinho Estádio da Luz, que foi a nossa casa até 2003…
– O que eu perdi – suspirou.
– Mas ainda há mais e melhor. Nos anos 60 foi o domínio completo: com a chegada do profissionalismo, o Benfica ganhou duas Taças dos Campeões Europeus, foi à final de mais três, conquistou sete campeonatos e quatro Taças de Portugal.
– Taça dos Campeões Europeus? Uma prova que reúne os vencedores dos campeonatos dos diferentes países europeus? – questionou.
– Sim… – respondeu o jovem, com a voz ainda trémula. – Mas o sucesso continuou. Nos anos 70 foram mais seis campeonatos e na década de 80 mais cinco, com duas presenças em finais da Taça dos Campeões Europeus.
O idoso parecia atordoado. Não esperava que o clube tivesse atingido tamanhos êxitos. O profissionalismo, contra o qual ele batalhara, acabara por dar frutos. O Benfica já era o maior clube nacional aquando da sua morte, mas nunca esperou que atingisse tanto sucesso fora de portas.
– João, já tenho as bifanas! – gritou alguém, de longe.
– É o meu pai – atalhou o rapaz – viemos hoje ver o meu irmão mais novo a jogar. Tem 10 anitos. Está ali, com a camisola 10. Chama-se Pedro.
– Cá está a tua bifana, campeão!
– Obrigado, pai.
– Ah… bifana à Benfica – regozijou o pai – era mesmo disto que eu estava a precisar. O senhor sabe, este jovem aqui, o João, tem tudo para ser um futuro craque do Benfica!
– Ai sim? – inquiriu o homem de bigode respeitável.
– É… mas o Benfica dispensou-o no final da época passada. Disseram que nunca iria chegar longe. Veja lá, ele até era capitão dos juniores, marcou alguns golos e chegou a falar com o Rui Costa. Mas não, em vez de lhe darem uma oportunidade, preferiram dispensá-lo para contratar uns sérvios. Mas pronto, é a vida, agora há que ter fé no Pedrito!
João estava de cabeça baixa, meio triste pela dispensa do clube que amava desde que se lembrava ser gente, meio acabrunhado pela forma como o pai falava das suas esperanças no irmão mais novo. Não que o talento faltasse nos pés daqueles miúdos, mas sabiam que não chegariam longe no clube do coração.
– A propósito – lembrou o pai – ainda não fomos ver o novo Museu Cosme Damião!
– Museu Cosme Damião?! – exclamou em sobressalto o defunto.
– Sim, é verdade. Temos um museu novo, homem! Por onde tem andado? Museu novo e canal do clube, Benfica TV, um sucesso por estes dias. E a renovação das casas do Benfica, a Fundação, as modalidades, a piscina, os pavilhões, o centro de estágios, o estádio. O Benfica está moderno, está virado para o século XXI, o Benfica está forte, o Benfica…
– O Benfica não ganha porra nenhuma, pai! – exclamou o miúdo, visivelmente agastado pelo discurso do progenitor. – O Benfica está há 20 anos nesta desgraça, o Benfica vai para 20 anos dirigido por vaidosos, aldrabões, enganadores e charlatães – prosseguiu. – O Benfica ganhou tantos campeonatos desde que eu nasci como o Porto ganhou nos últimos três anos, ou seja, três!
– Mas então o que se passou? – perguntou o defunto, num misto de preocupação com o estado do clube e com o avolumar da discussão entre pai e filho.
– Sabe… – começou por responder o rapaz – nasci a 14 de Maio de 1994, no dia de uma das mais retumbantes vitórias sobre o Sporting, o famoso 3-6 em Alvalade. O Benfica foi campeão nesse ano pela última vez num longo período de tempo. Cresci no meio da festa de sportinguistas e, sobretudo, portistas, pelos campeonatos ganhos e pelas idas a finais europeias. O Benfica, depois de senhores como Borges Coutinho, Ferreira Queimado, Fernando Martins, João Santos e Jorge de Brito, passou a ser dirigido por um bando de vaidosos, oportunistas, aldrabões e charlatães como Damásio, Vale, Vilarinho e Vieira. Perdemos troféus, perdemos credibilidade, fizemos e fazemos negociatas obscuras, e, pior que tudo, roubaram-nas a militância.
O pai do João saíra. Não gostava deste espírito revolucionário do seu “mais velho”.  Não gostava que falassem mal de Vieira, homem pelo qual nutria uma profunda admiração que o tinha levado, inclusivamente, a mandar fazer um retrato do querido líder para colocar numa das paredes da sala, ideia prontamente vetada pela sua esposa, que ainda não tinha perdido o juízo e a sensatez. Esta era, aliás, uma forma comum de terminar as discussões sobre o actual presidente: quando os argumentos se esgotavam, batia em retirada. Os árbitros e a construção do novo Estádio da Luz, para o qual, diga-se, o papel de Vieira foi praticamente nulo, eram os seus argumentos favoritos, mas ele próprio já os sentia gastos de tanta utilização. Afinal de contas, dez anos de desculpas esfarrapadas fazem-se notar até mesmo no mais ceguinho dos seguidores.
– Mas então, o que ganhou o Benfica desde 1994?
– Três campeonatos, duas Taças de Portugal e uma Supertaça. Ah, e quatro Taças da Liga, uma competição nova que se criou entretanto.
– É manifestamente pouco – afirmou o defunto, baixando a cabeça em sinal de desilusão.
– Mas há mais. Mais e pior. O que me faz confusão não são as derrotas. Ou por outra, também fazem, mas há pior. O Benfica perdeu o associativismo. Ganhou um exponencial número de sócios mas perdeu militância. Perdeu massa crítica e perdeu o espírito que o caracterizava, espírito esse que infelizmente não cheguei a viver. Passámos de assembleias-gerais cheias, com mais de 4000 sócios, para meia-dúzia de gatos pingados que abanam a cabeça positivamente a tudo o que a Direcção lhes propõe. A grande verdade é que passámos de um clube de vencedores a um clube de perdedores inconformados, depois perdedores conformados e agora perdedores orgulhosos. E quem não concorda com o actual estado de coisas é apelidado de papagaio, abutre ou garotão.
– Garotão? Garotão era eu quando aos 18 anos tive aquela ideia em Belém. Nem eu próprio fui unânime entre os benfiquistas. Até eu fui derrotado em eleições. Até eu tive propostas minhas rejeitadas e votadas contra. Ninguém deveria estar acima do Benfica. Nem mesmo o seu presidente.
O rapaz empalideceu. Um arrepio atravessou-lhe a espinha, sentia as mãos a tremer. Ganhou coragem e tentou preparar a voz, mas esta saiu-lhe trémula:
– O senhor é Cosme Damião?
– Cosme Damião está morto – disse o defunto.
Não era bem isto que ele estava à espera de ver, sessenta e seis anos depois de ter partido. Desiludido, voltou costas e seguiu viagem novamente até ao cemitério dos Prazeres, onde se deitou no leito que deixara horas antes.
cosme damião

http://gordovaiabaliza.blogspot.pt/2013/08/solucao-emprestar.html

19 Agosto 2013

Solução – EMPRESTAR!

O Jesus custa 4M/ano, já todos estamos fartos dele mesmo que até seja um bom treinador ou pelo menos melhor do que tem aparecido por cá. Porque não emprestá-lo? Porque é caro não será razão, isto porque o Pizzi custou 6M e foi emprestado.
Assim o Jesus rodava num campeonato competitivo para onde mandamos jogadores, tipo o do Dubai… Vinha um gajo mais barato da nossa Liga como o Marco Silva e logo se viam os resultados.
Para o ano logo vemos o que fazer ao Jesus, se volta ou se é vendido/emprestado… À semelhança do que fazemos todos os anos com os contentores de gajos que temos espalhados por esse mundo fora. O Porto ao que parece está disposto a pagar por ele…
Já agora, e o Luís Filipe Vieira? Não podemos emprestar? Até pagamos o ordenado ao gajo! Mas sem comissões que com ele é coisa para sair caro…

 

http://maiordeportugal.blogspot.pt/2013/08/nao-foi-o-suficientemais-uma-vez.html

Quarta-feira, 21 de Agosto de 2013

Não foi o suficiente…mais uma vez

Os Bês voltaram a ficar aquém das expetativas…e não foram além do empate.
2 igual, com golos de Cavaleiro e do Mosqueteiro…
Melhor fizeram os juniores que golearam por 4-1.
Orientação, organização, planeamento, futuro!

http://simaoescuta.blogspot.pt/2013/08/parabens-vieira-parabens-jesus-mas.html

18.8.13

Parabéns Vieira. Parabéns Jesus. Mas principalmente, parabéns aos 83%.

 

 

 

Sei que muitos estarão a pensar que parece tudo uma catástrofe.

Alguns são duros na análise ao início da época do Benfica, mas a verdade é que falamos como adeptos. Falamos com o coração cheio de Benfica. Qualquer um de nós pagaria para poder jogar com o “manto sagrado”.

Apenas não percebemos a displicência dos jogadores em jogos como os contra Estoril, Porto e Guimarães na época passada e mais recentemente com o Marítimo. E é isso que faz com que falemos desta forma.

HBBARREIROS

Tocar ou não tocar…

Interesso-me por questões de arbitragem: Gosto de perceber quando deve ou não ser marcada uma falta, mostrado um cartão, essas coisas…

Ontem ouvi, (e vi, para mal da minha pessoa), o Manuel Serrão a falar acerca de um lance do Paços de Ferreira – Benfica…

O lance em questão é a entrada a matar do Ricardo ao “Gordo” César que lhe valeu o vermelho directo.

Segundo a opinião do “Manel”: “nem devia ter sido marcada falta porque ele nem tocou no Bruno César, quanto mais vermelho directo” porque diz o “Manel”: “só deve ser vermelho quando toca no jogador”.

Fernando “o papa éles” Seara reage e pergunta ao “Manel”: “Mesmo quando a entrada é de pé levantado com a intenção de acertar no adversário “Manel?” ao que o “Manel” responde: “Mas é óbvio! Então se ele nem toca!”

– Ah bom! Agora sim! Já percebi estas regras deste jogo! – Pensei.

De facto, depois de visionar alguns dos últimos jogos do Porto, quando o autor de uma tesoura, uma agressão ou uma falta assassína era um jogador de “pijama”, só era mostrado cartão nestes parametros… Comecei a perceber a ideia do “Manel”.

– Boa “Manel” sabes mesmo disto! – Exclamei!

O problema é que às vezes nem cartão havia.

– Mas que raio! Este árbitro não percebe as regras do “Manel”…

Lembrei-me então do lance entre o Bruno “carniceiro de S. Petersburgo” Alves e o Rodrigo, na primeira mão dos oitavos-de-final da Champions. O Bruno “que-nunca-deu-um-pontapé-a-ninguém” Alves tocou no Rodrigo depois de uma entrada dura. Segundo a opinião do “Manel” certamente teria ficado nesse lance um vermelho por mostrar… ou estaria enganado?

Tinha que saber a opinião deste sapiente da arbitragem!

Depois de um árduo mas compensador trabalho de pesquisa, consegui saber que o amarelo mostrado ao Bruno “fair-play” Alves foi injusto… Para o “Manel”: “é uma falta banal enfeitada com teatro”.

– Ora bolas “Manel”! Então mas o cartão não devia ser mostrado quando há uma entrada dura que acerta no adversário?! Ou há atenuantes quando o infractor está de “pijama”?

Confesso que cada vez percebo menos de arbitragem… Se calhar o melhor é pedir umas explicações ao “Manel”.

Ou dedicar-me à apanha da laranja…

HBarreiros